Hoje ouvi uma música do Lenine e da Julieta Venegas. Desde que prestei atenção na letra, senti uma vontade imensa de falar sobre o assunto. Medo. Tem gente que adora dizer que isso é coisa para os fracos e que não tem medo de nada. Aposto que morre de medo de dizer que tem medo. Isso sim!
Eu não tenho vergonha nenhuma em admitir que sempre fui medrosa e vou confessar que sinto saudade de quando o maior medo era o de apagar a luz e aparecer alma penada.
Depois que a gente cresce, até os medos mudam. E não é porque descobrimos que o fantasma não vem nos pegar durante a noite ou porque a noiva do espelho não existe.
Hoje, por exemplo, eu tenho medo de não ter um bom trabalho depois que terminar a faculdade, de errar, de decepcionar as pessoas. Tenho medo de colocar muito sal no arroz, de queimar uma peça de roupa enquanto estou passando... Tenho medo de fazer escolhas erradas e muito (mas muito) medo perder as pessoas que amo. Tenho medo de não ser uma boa mãe ou de não poder ter filh...
Palavras soltas não dizem nada,cabeças sem conteúdo refletem o vazio... Foi pensando em preencher o vazio da mente e organizar as palavras que nasceu o Gorpa Cult, uma provocação que virou blog. Coordenado pela professora Níncia Cecilia Ribas Borges Teixeira, o blog é mantido pelos Petianos do curso de Letras da UNICENTRO.