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O temor dos 27


                Live fast, die young. Para alguns, uma filosofia de vida. Para outros, a imediata associação ao temor dos 27. Amy Winehouse, Janes Joplin, Kurt Cobain, Jimi Hendrix. Até que ponto a procura pelo prazer pode ser julgada?
                Dizem que é na juventude que temos o poder (Yes, we can!) de mudar o mundo, viajar para lugares com o mínimo de conforto sem se importar com isso e fazer festa simplesmente por ser segunda-feira. Também dizem que esta juventude é desenfreada e que ainda entendem muito bem sobre sexo, drogas e rock n’ roll.
                Amy, como já citada no primeiro parágrafo, passou de mera desconhecida para rainha da dor de cotovelo com seu blues chafurdado à bebida alcóolica e cocaína. Viu sua ascensão à fama, sentiu sua vida atingir pontos altíssimos e baixíssimos em curto prazo e viveu descontroladamente sem se importar com a imagem que a mídia divulgava.
                Tudo bem, ela realmente estava com resquícios de pó branco no nariz, dormiu em uma calçada após uma noite daquelas em Londres e por inúmeras vezes não conseguia lembrar da letra de suas próprias músicas devido ao alto teor alcoólico em seu sangue. Verdade seja dita: Amy não era o exemplo perfeito de conduta para a próxima geração.
                Porém, viveu e morreu como quis. Veículos midiáticos abordavam o assunto como “a cantora londrina que tinha sérios problemas com álcool e drogas”. A questão é: quem pode julgar e determinar o que é certo ou errado? O que é bom ou ruim?
                O que existe é um senso comum entre assuntos. Obviamente, não sou a favor de vícios e acho terrível quem vivencia uma dependência química. Falo mais precisamente sobre o consenso que existe sobre como as pessoas devem viver.
                A procura pelo prazer vai muito além de conhecimento ou cultura. Pode-se relaxar praticando ioga ou fumando maconha, pode-se divertir-se ingerindo bebidas alcoólicas ou tomando água, pode-se viver desse ou daquele jeito. Sempre haverá preconceitos e pré-julgamentos sobre as escolhas individuais.
                O que coloco em questão é o preconceito por quem escolheu seguir por um caminho diferente daquele que é considerado bom e a resguarda que outras pessoas têm por sentirem medo de julgamentos.
Uni-vos pelo orgulho da opção, pela vontade de sentir-se vivo, pela felicidade, pela eterna busca do hedonismo!

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