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Mostrando postagens de Abril, 2016

A beleza que floresce através de lentes fotográficas

“Blossom” é o título do projeto fotográfico da publicitária Camila Barp, que, há quase dois anos, transformou sua paixão pela fotografia na sua atual profissão. O interesse pela câmera surgiu desde cedo, folheando os álbuns de família enquanto ouvia sua mãe contar as histórias por trás daquelas imagens. Depois de aproximar seu contato com a fotografia e estreitar sua relação com a mesma na faculdade, o Projeto “Blossom” tomou forma no início do ano passado. “O Blossom sempre foi muito despretensioso. Mas foi criado por inquietudes minhas em relação ao que se espera do corpo da mulher, a erotização, objetificação até. Quis quebrar esses conceitos em mim, trabalhar conceitos que considero melhores e transmitir isso de alguma forma”, comenta Camila.

O Centro de Artes de Guarapuava: cultura e arte na cidade

Muitas pessoas caminham todos os dias pela rua Marechal Floriano Peixoto. Algumas olham para o chão, outras conversam ou simplesmente passam. E passa, também, despercebido, um importante lugar que diariamente serve não apenas como espaço cultural, mas também como forma de fomentar a cultura de Guarapuava: o Centro de Artes e Criatividade Iracema Trinco Ribeiro.             As janelas de madeira, ora abertas, ora fechadas, às vezes ajudam o som a ir às ruas. A pintura é um pouco desbotada. Os degraus servem para entrar. As pessoas passam, e ignoram a porta aberta. É uma casa, tal qual outras que Guarapuava possui, cuja arquitetura é do século XIX. Elas espalham-se pelo centro como lojas, cafés, farmácias. Esta, entre um estacionamento e um prédio qualquer, destaca-se. O som de Balada de Adeline já se tornou uma marca do lugar – o piano também. À tarde é possível ouvir a música, e algumas pessoas, curiosas, entram. O chão de madeira, o teto alto, os lustres que iluminam os cômodos espaço…

Crônica: A Taça

I
Era como se visse seu reflexo num espelho. Conhecia aquele sentimento. Às vezes pegava-se olhando para o nada, enquanto era preenchido por essa ideia de estar vendo outra versão de si. “Isso é bobagem”, sempre dizia. Naquele dia o outono já havia chegado em seu auge, e sentia a ponta dos seus dedos doerem com o frio que fazia há dois dias. As folhas todas estavam no chão, secas, e achava aquilo bonito. Quando olhava para baixo, via o passado. Sua imagem desfigurada refletida na taça o lembrava de alguns dias idos. O vinho tinto manchara, noutrora, a toalha da mesa, assim como ela manchara sua percepção da realidade. Via-se nela. E era impensável observar o mundo sem notá-la nos pequenos nuances corriqueiros: lembrava e ria, às vezes, dela esticando-se para alcançar a árvore e cheirar as folhas; o vinho que compartilhara à noite agora desce amargo. 
A música é inaudível. Lembranças que em seu âmago traziam felicidade, mas que duravam, em sua maioria, até o momento onde a distância bati…

O rap/reggae guarapuavano.

No dicionário, as definições variam para a palavra república: forma de governo, um local onde vários estudantes dividem espaço e, também,  há o sentido figurado que designa uma casa sem ordem. Na cidade de Guarapuava, os universitários são encontrados as “pencas” pelas ruas, transformando o município em um lugar propício para bandas divulgarem seu trabalho. Foi nessa rotina do dia-a-dia, juntamente com as amizades, que o mundo universitário traz que a banda A República surgiu.

Entre composições, amigos e o gosto por música formou-se há aproximadamente um ano a banda composta por cinco integrantes: Guilherme Damigo no vocal, Rafael Freire na guitarra/vocal, Victor Augusto no baixo, Otavio Tizon na bateria e Luiz Ludwig guitarra. O acaso e o gosto pelo mesmo estilo musical fez com que as reuniões e a unanimidade desse voz ao grupo que ficou em segundo lugar no FUCA 2015, o Festival Universitário da Canção que teve sua 5ª edição em 2015, realizada no campus Santa Cruz da UNICENTRO e que c…