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Lágrimas que sobreviveram à serpente

Foto: Karoline Fogaça

É raro o dia que não passo pela Lagoa das Lágrimas. Toda vez algo diferente chama atenção. Parando para interpretar sua importância, ela é protagonista de duas lendas da cidade.

Para a criação da Lagoa, conta-se uma história de que existiam duas tribos próximas a essa região, e uma índia viu seu amado deixando-a para lutar em uma batalha. Quando os outros homens dessa tribo voltaram derrotados, ela começou a procurar seu noivo, mas ele nunca voltaria. Em sinal de tristeza e fidelidade, ficou por ali, chorando, onde nasceu uma vertente de água, que refletia a beleza da índia que chora.

Depois dessa história da origem, ainda existe o conto de que há uma serpente em baixo daquele solo, em que sua cabeça estaria em baixo da Catedral e a cauda em baixo da Lagoa, assim que o primeiro trem apitasse, a serpente despertaria e a cidade desmoronaria, adiando por um tempo o progresso e desenvolvimento na cidade.

Passando de carro ou a pé, dando voltar incessantes, pouco se vê sobre ela. Muitas cidades têm lagoas, mas devemos dar o valor necessário a nossa própria, belezas municipais devem ser contempladas. Sentar num dia em que a grama tenha recém sido cortada, sentir o cheiro de grama aparada, observar jovens conversando, crianças brincando, namorados simplesmente namorando. O movimento dos carros e o andar dos pedalinhos sobre a água, muito pode ser observado. Até mesmo o progresso, que demorou um pouco, mas chegou aos arredores desse ponto turístico, muitos prédios emergem aos arredores da Lagoa das Lágrimas.

Seja a índia que chorou a perda se seu amado ou aquela serpente que sob ela descansa, muitas histórias se passam por ali, uma bonita área de lazer, que turistas e moradores daqui não podem deixar de visitar. 



Karoline Fogaça

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