Pular para o conteúdo principal

A morte: uma abordagem na cultura guarapuavana


Morrer é muito mais que um atestado de óbito. Crentes e não crentes se unem nesse momento para tentar encontrar conforto. O velar ou vigiar com a família do falecido é uma forma cultural mundial para confortar as lágrimas dos entristecidos.
Ao vermos um tema como esse, percebemos que o assunto é pesado. Enfrentar a situação de morte não é fácil mesmo. A morte para alguns é entendida como fim, para outros é uma passagem, para outros é uma angústia.
Há diversas formas de mortes: a dos direitos, da privação de liberdade, da autonomia, dos valores, mas aqui nos referimos da morte enquanto um corpo sem vida. Há morte por doenças, há morte provocada, há morte morrida.
Em nossa realidade muitos morrem e passam despercebidos, outros na hora da morte são honrados, enfim, a morte geralmente provoca mudança.
Muitas mortes hoje acontecem pela violência ou com o outro o consigo mesmo. Mortes no trânsito, pelo uso de drogas, outras ainda dentro de casa e, portanto, a que mais gera revolta.
Quem não ficou indignado pela morte da criança guarapuavana, de um mês de idade, que foi brutalmente assassinada por seu progenitor? Que pena, enquanto muitos nem ficaram sabendo, ou até mesmo esqueceram, as sequelas dentro da família estão aumentando. Quando teremos uma sociedade que se revolte com falta de cultura, de educação, de respeito à dignidade e pense um pouco mais sobre a vida? Quais são os processos educacionais que estão faltando? Por fim, será que morte é cultura?
Que a morte de inocentes não seja cultura, que a morte por drogas seja extinta, que a morte por doenças seja remediada. Procuremos a vida, para a morte Deus dá o momento.
Itamar Abreu Turco

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO DA OBRA "VÁRIAS HISTÓRIAS", DE MACHADO DE ASSIS

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de família pobre e mulato, sofreu preconceito, e  perdeu a mãe na infância, sendo criado pela madrasta. Apesar das adversidades, conseguiu se instruir. Em 1856 entrou como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Posteriormente atuou como revisor, colaborou com várias revistas e jornais, e trabalhou como funcionário público. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Algumas de suas obras são Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, O Alienista, Helena, Dom Casmurro e Memorial de Aires. Faleceu em 29 de setembro de 1908.
Contexto Histórico
Várias histórias foi publicado em 1896, fazendo parte do período realista de Machado de Assis. Os contos da obra são profundamente marcados pela análise psicológica das personagens, além da erudição e intertextualidade que transparecem, como por ex., referências à música clássica, a clássicos da literatura, bem como a histórias bíb…

Lendas de Guarapuava

Por Elis Oliveira
Há quem acredite que Guarapuava é uma cidade permeada por lendas. Quem nunca ouviu alguém contar a sua versão para a lenda da Lagoa das Lágrimas, um dos lugares mais visitados da cidade, construída por volta de 1964 a 1968, ou a lenda da Capelinha do Degolado, muito conhecida pela região, que foi até tema de um programa de televisão no ano de 2010. Também tema lenda do Baile das Feias, sobre a passagem das tropas de Gumercindo pela nossa cidade, conta-se que no tempo dos maragatos da Revolução Federalista,Guarapuava,como outras cidades do Paraná, sofreram por fazer parte da rota das tropas que vinham do Rio Grande do Sul nessa época. Isso aconteceu por volta do ano de 1894 quando houve a fuga desses revoltosos. Segundo a lenda, a coluna de Juca Tigre e do Coronel Sancheseram era composta  de quinhentos homens que passaram por dentro da cidade para abstecerem-se de proventos, saqueando fazendas, levando animais e suprimentos e também cometendo grandes bárbaries amedron…

Pintores Paranaenses

A partir do século XIX, a pintura passou a se desenvolver no Paraná, incentivada por pintores como o imigrante norueguês Alfredo Andersen, e Guido Viaro, o segundo vindo da Itália. Ambos dedicaram-se ao ensino das artes visuais, além de pintarem suas obras inspiradas principalmente nas paisagens e temas do cotidiano paranaense. Responsáveis também pela formação de novas gerações de artistas no estado, como o exemplo de Lange Morretes, Gustavo Kopp e Theodoro de Bona, todos nascidos no Paraná.
Alfredo Andersen, apesar de norueguês, viveu muitos anos em Curitiba e Paranaguá, e ainda hoje é tipo como o pai da pintura paranaense. Foi ele o primeiro artista plástico atuar profissionalmente e a incentivar o ensino das artes puras no estado. Ele se envolveu de forma muito intensa com a sociedade paranaense da época em que viveu, registrando sua história e cultura. Rogério Dias, outro grande exemplo, sempre foi autodidata, sua trajetória artística tem sido uma soma de anos de paciente e inc…