Pular para o conteúdo principal

Feliz dia da Árvore




Geyssica Reis

Elas estão presentes em nossas ruas, quintais, parques e em muitos dos nossos lugares preferidos. Estão em nossas vidas e, muitas vezes, passam despercebidas e nem damos a devida importância e o quanto ela faz bem, até que a tiram daquele lugar.
São as árvores, estas que nos proporcionam aquela sombra boa em um passeio no dia de domingo ou então naquela rua onde fazemos nosso percurso. Aquelas que quando éramos crianças subíamos nelas e temos muitas histórias pra contar, que nos davam as frutas que nos sujavam, mas que nos davam uma sensação maravilhosa ao “pegar a fruta no pé”. Ou então,  aquelas que nós escrevíamos o nome daquela menina ou menino, que a gente gostava na infância, circulado por um coração.
infelizmente é, muito comum, estas árvores que nos proporcionaram tantas histórias e marcaram tantos momentos bons, simplesmente não existirem mais, dão lugar a prédios, casas, enfim ao tão esperado progresso nas cidades.
Fora toda a preocupação ambiental que a falta das árvores nos causam, afinal são elas que produzem o ar que respiramos, propiciam um clima mais ameno, diminuem a reflexão da radiação solar, têm importante papel no regime dos ventos, captam partículas e gases presentes na atmosfera, conservam a biodiversidade, contribuem com a estética em ambientes construídos, além da contribuição para a saúde física e mental das pessoas.
No Brasil, cerca de 11 espécies de palmeiras correm sério risco de extinção, e duas já podem ser consideradas extintas. Uma delas, a Trithrinax schyzophylla, ainda pode ser encontrada na natureza em território paraguaio. Já a Butia leptospatha, pequena palmeira acaule de menos de 30 cm de altura, encontrada no Mato Grosso do Sul, de ocorrência exclusiva nas pequenas manchas de cerrado, nunca mais foi encontrada porque a vegetação natural foi totalmente destruída pelas plantações agrícolas.
Além dessas espécies, muitas outras correm sérios riscos de extinção. O comércio de madeira ilegal e agropecuária são dois dos principais fatores causadores de desmatamentos.
Portanto, neste dia 21 de setembro vamos olhar com atenção ao nosso redor o quanto aquela árvore tem importância na sua vida, mesmo que passe despercebida todos os dias, se tiver oportunidade curta aquela sombra, lendo um livro ou comendo uma fruta. Se proponha a plantar uma também, você só vai estar dando mais vida aquele lugar. Feliz dia da Árvore.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO DA OBRA "VÁRIAS HISTÓRIAS", DE MACHADO DE ASSIS

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de família pobre e mulato, sofreu preconceito, e  perdeu a mãe na infância, sendo criado pela madrasta. Apesar das adversidades, conseguiu se instruir. Em 1856 entrou como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Posteriormente atuou como revisor, colaborou com várias revistas e jornais, e trabalhou como funcionário público. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Algumas de suas obras são Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, O Alienista, Helena, Dom Casmurro e Memorial de Aires. Faleceu em 29 de setembro de 1908.
Contexto Histórico
Várias histórias foi publicado em 1896, fazendo parte do período realista de Machado de Assis. Os contos da obra são profundamente marcados pela análise psicológica das personagens, além da erudição e intertextualidade que transparecem, como por ex., referências à música clássica, a clássicos da literatura, bem como a histórias bíb…

Lendas de Guarapuava

Por Elis Oliveira
Há quem acredite que Guarapuava é uma cidade permeada por lendas. Quem nunca ouviu alguém contar a sua versão para a lenda da Lagoa das Lágrimas, um dos lugares mais visitados da cidade, construída por volta de 1964 a 1968, ou a lenda da Capelinha do Degolado, muito conhecida pela região, que foi até tema de um programa de televisão no ano de 2010. Também tema lenda do Baile das Feias, sobre a passagem das tropas de Gumercindo pela nossa cidade, conta-se que no tempo dos maragatos da Revolução Federalista,Guarapuava,como outras cidades do Paraná, sofreram por fazer parte da rota das tropas que vinham do Rio Grande do Sul nessa época. Isso aconteceu por volta do ano de 1894 quando houve a fuga desses revoltosos. Segundo a lenda, a coluna de Juca Tigre e do Coronel Sancheseram era composta  de quinhentos homens que passaram por dentro da cidade para abstecerem-se de proventos, saqueando fazendas, levando animais e suprimentos e também cometendo grandes bárbaries amedron…

Pintores Paranaenses

A partir do século XIX, a pintura passou a se desenvolver no Paraná, incentivada por pintores como o imigrante norueguês Alfredo Andersen, e Guido Viaro, o segundo vindo da Itália. Ambos dedicaram-se ao ensino das artes visuais, além de pintarem suas obras inspiradas principalmente nas paisagens e temas do cotidiano paranaense. Responsáveis também pela formação de novas gerações de artistas no estado, como o exemplo de Lange Morretes, Gustavo Kopp e Theodoro de Bona, todos nascidos no Paraná.
Alfredo Andersen, apesar de norueguês, viveu muitos anos em Curitiba e Paranaguá, e ainda hoje é tipo como o pai da pintura paranaense. Foi ele o primeiro artista plástico atuar profissionalmente e a incentivar o ensino das artes puras no estado. Ele se envolveu de forma muito intensa com a sociedade paranaense da época em que viveu, registrando sua história e cultura. Rogério Dias, outro grande exemplo, sempre foi autodidata, sua trajetória artística tem sido uma soma de anos de paciente e inc…