27.9.12

Verdes Campos de Esperança


Terra de muitas riquezas, recantos de um Brasil abençoado. Nos campos do Terceiro Planalto  fazem ondas os cereais. O vento que neles bate me faz estremecer. São lindas as paisagens, que de tão verdes, surgem como flâmulas de nossa bandeira. Cereais cobrem as planícies vastas entre serras, rios e matas. Espigas espreguiçam suas arestas para o alto e enfileiram seus leitos para servirem de abrigo aos grãos em formação. Como mosaicosalternam-se campos de trigo, cevada e aveia deixando espaços para os dourados grãos de milho, que, depois da chuva ganham o chão. Eles marcham um a um para o solo agora úmido, como soldados, encaminhados pelas disciplinadas plantadeiras, onde em alguns dias darão origem a novas e formosas plantas.
Ao cair da tarde, as águas dos lagos em meio aos campos, refletem o manto verde que os cerca. O silêncio é quebrado apenas pelo piar das galinhas d’água, patos, marrecos e pássaros que vêm descansar nos seus esconderijos. Entre as leiras de plantas,  centenas de insetos vão servir de alimento aos pequenos animais que aparecem antes do por do sol. Tatus, ratos do banhado e preás, correm apressados  atrás dos grãos recém  depositados.   
Sentado as margens da lavoura,  o agricultor admira sua plantação. O vento, que por vezes, embala as espigas ecoa como música aos seus ouvidos. O longo período de estiagem, enfim dá lugar a dias mais úmidos que reascendem a esperança de uma colheita feliz. A algazarra de grilos e pássaros anuncia a chegada da noite. A lua vem avisar que esta na hora de voltar para casa e deixar a lavoura descansar no leito da mãe terra.


KMD

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