Pular para o conteúdo principal

Conscientização em cor-de-rosa

Karoline Fogaça



Entre as doenças modernas que estão gerando, cada vez mais, pesquisas para tentar solucionar seus dilemas, entre essas doenças está o câncer com uma das maiores e que atinge muitas pessoas. Devemos estar atento a ele, pois ele se manifesta em diferentes regiões e órgãos do corpo, em diferentes idades e em ambos os sexos.
Para quem não sabe sobre o que se trata o assunto, podemos dizer a grosso modo que todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células são agressivas, incontroláveis e formam tumores malignos (no popular: câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.
O câncer de mama é o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), e foi a partir disso, que o surgiu o movimento internacional chamado de Outubro Rosa. 
O mês que estamos recebe esse nome, porque remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama. O movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e/ou mamografia no mês de outubro. Tempos depois, o Congresso Americano aprovou que o mês de Outubro se tornasse o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. 
A história da cor do laço remete a última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990. 
Hoje, uma atitude muito comum para dar a visibilidade a essa campanha é a iluminação cor-de-rosa de monumentos, prédios públicos, pontes, teatros. Essa foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que pudesse chegar a qualquer lugar, pois é somente adequar a iluminação já existente.           
Lançamento Outubro Rosa em Curitiba
Foi pensando nisso que o Governo do Paraná lançou em Curitiba em parceria com a Associação Comercial do Paraná, o “Outubro Rosa”, movimento que ao longo de todo o mês promoverá ações voltadas para a prevenção do câncer de mama e o diagnóstico precoce da doença. As atividades acontecerão nas 22 Regionais de Saúde do Estado, com apoio dos municípios e de 50 entidades apoiadoras da campanha. A campanha visa alertar as mulheres, em especial aquelas com mais de 50 anos, para que realizem o exame clínico de rotina das mamas e a mamografia.            
           
O câncer de mama é mais comum em mulheres a partir dos 35 anos, pois acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente, mas, é importante lembrar ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor.           
            Quando diagnosticado e tratado, ainda em fase inicial, as chances de cura são altíssimas. O objetivo principal do Outubro Rosa é exatamente esse, que haja um reconhecimento do tumor em sua fase inicial, e para isso é fundamental que toda mulher faça, além de exame de apalpamento em sua própria casa, uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.          
            O câncer de mama não tem uma causa única. O histórico familiar é um importante fator de risco não modificável para o câncer de mama. Entre outros fatores está o aumento da idade, a primeira menstruação antes dos 11 anos de idade, a última menstruação após os 55 anos, nunca ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos. Além desses, ainda há fatores como o estilo de vida, excesso de peso e a ingestão de álcool.       
           
A mobilização da sociedade é tão importante quanto organizar serviços, promover ações sobre o assunto. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o motivando e unindo as pessoas em torno de uma causa nobre. Isso mostra que uma ideia pequena, que surgiu em pontos isolados dos Estados Unidos, consegue se tornar uma causa gigantesca quando todos estão dispostos a ajudar.




Congresso Nacional - Brasília/DF


Elevador Lacerda - Salvador/BA

Jardim Botânico - Curutiba/PR

Cristo Redentor - Rio de Janeiro/RJ

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO DA OBRA "VÁRIAS HISTÓRIAS", DE MACHADO DE ASSIS

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de família pobre e mulato, sofreu preconceito, e  perdeu a mãe na infância, sendo criado pela madrasta. Apesar das adversidades, conseguiu se instruir. Em 1856 entrou como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Posteriormente atuou como revisor, colaborou com várias revistas e jornais, e trabalhou como funcionário público. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Algumas de suas obras são Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, O Alienista, Helena, Dom Casmurro e Memorial de Aires. Faleceu em 29 de setembro de 1908.
Contexto Histórico
Várias histórias foi publicado em 1896, fazendo parte do período realista de Machado de Assis. Os contos da obra são profundamente marcados pela análise psicológica das personagens, além da erudição e intertextualidade que transparecem, como por ex., referências à música clássica, a clássicos da literatura, bem como a histórias bíb…

Lendas de Guarapuava

Por Elis Oliveira
Há quem acredite que Guarapuava é uma cidade permeada por lendas. Quem nunca ouviu alguém contar a sua versão para a lenda da Lagoa das Lágrimas, um dos lugares mais visitados da cidade, construída por volta de 1964 a 1968, ou a lenda da Capelinha do Degolado, muito conhecida pela região, que foi até tema de um programa de televisão no ano de 2010. Também tema lenda do Baile das Feias, sobre a passagem das tropas de Gumercindo pela nossa cidade, conta-se que no tempo dos maragatos da Revolução Federalista,Guarapuava,como outras cidades do Paraná, sofreram por fazer parte da rota das tropas que vinham do Rio Grande do Sul nessa época. Isso aconteceu por volta do ano de 1894 quando houve a fuga desses revoltosos. Segundo a lenda, a coluna de Juca Tigre e do Coronel Sancheseram era composta  de quinhentos homens que passaram por dentro da cidade para abstecerem-se de proventos, saqueando fazendas, levando animais e suprimentos e também cometendo grandes bárbaries amedron…

Pintores Paranaenses

A partir do século XIX, a pintura passou a se desenvolver no Paraná, incentivada por pintores como o imigrante norueguês Alfredo Andersen, e Guido Viaro, o segundo vindo da Itália. Ambos dedicaram-se ao ensino das artes visuais, além de pintarem suas obras inspiradas principalmente nas paisagens e temas do cotidiano paranaense. Responsáveis também pela formação de novas gerações de artistas no estado, como o exemplo de Lange Morretes, Gustavo Kopp e Theodoro de Bona, todos nascidos no Paraná.
Alfredo Andersen, apesar de norueguês, viveu muitos anos em Curitiba e Paranaguá, e ainda hoje é tipo como o pai da pintura paranaense. Foi ele o primeiro artista plástico atuar profissionalmente e a incentivar o ensino das artes puras no estado. Ele se envolveu de forma muito intensa com a sociedade paranaense da época em que viveu, registrando sua história e cultura. Rogério Dias, outro grande exemplo, sempre foi autodidata, sua trajetória artística tem sido uma soma de anos de paciente e inc…