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O pó e suas poesias


O pó geralmente é encontrado em superfícies nas quais não mexemos há um tempo. Que tal escrever um livro sobre o pó que se acumula em cima de livros esquecidos nas estantes das bibliotecas? Essa foi a grande ideia de Hélvio Campos, um guarapuavano de 29 anos, formado em História, funcionário público e mestrando em Letras da Unicentro.
                Após escrever algumas poesias e engavetá-las, Hélvio deu continuidade ao seu trabalho em 2009, quando foi contemplado com a bolsa Funarte de Criação Literária. A partir daí, o desafio foi maior, ele recebeu por seis meses uma verba para dar vida ao trabalho e colocar as poesias em forma de livro. Uma das suas inspirações foi a biblioteca, onde vários livros acabam sendo deixados de lado e acumulam pó.

                Segundo Hélvio, suas poesias têm  um caráter interpretativo e livre, ou seja, o leitor pode tirar suas próprias conclusões ao lê-las.  Este é o primeiro livro lançado pelo escritor e retrata uma visão de quem olha de baixo para cima. “O pó está embaixo de tudo, e por isso consegue enxergar aquilo que ninguém vê. Ele é um elemento pesado, por mais que possa ser carregado pelo vento”, afirma Hélvio.
               As grandes novidades do livro são as belíssimas ilustrações feitas pelo artista e desenhista português Pedro Hamdan. Para Hélvio, as ilustrações são um poema a parte. “Pedro teve total liberdade para criar, e isso resultou em um trabalho único e diferenciado, que dá um toque pessoal e íntimo ao livro”, ressalta o escritor.

  Para quem gostou e quiser saber mais é só acessar:
Jéssica Lange

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