13.8.13

Dom Casmurro - Machado de Assis


Autor
      Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839.  Machado sempre foi autodidata.
      Aos 16 anos em 12-01-1855, publicou seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense. Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre. Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
       Seus trabalhos são constantemente republicados, em diversos idiomas, tendo ocorrido a adaptação de alguns textos para o cinema e a televisão.

Contexto Histórico

      "Dom Casmurro" é uma obra publicada na segunda metade do século XIX, período de desenvolvimento do cientificismo, que procura resultados exatos para explicar o mundo. Além disso, dentro de um contexto histórico trata-se de um período repleto de mudanças sócio-políticas e intelectuais, tais como a abolição da escravatura (1888), a Proclamação da República (1889), a entrada de imigrantes no país, e a modernização do Brasil com a dinamização da vida social e cultural. Sendo assim, era um momento propício para as artes absorverem as novas ideias vindas da Europa, tais como o liberalismo, o socialismo e as teorias cientificistas.
     
Obra
      Publicado pela primeira vez em 1899, Dom Casmurro é uma das grandes obras de Machado de Assis e confirma o olhar certeiro e crítico que o autor estendia sobre toda a sociedade brasileira. Também a temática do ciúme, abordada com brilhantismo nesse livro, provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira: Capitu.
      O narrador- personagem é um velho solitário que narra suas experiências de vida desde a adolescência, com seu primeiro amor Capitu e o fim trágico de um desfecho de um possível adultério.
      Machado escreve o romance com total ambiguidade, dando sinais de que de fato a mulher poderia ter traído o marido, mas este, contando sua própria história e sendo tão frágil, também pode ser um psicótico. Esse romance é o resultado de um exercício de escrita fabuloso, pois até hoje se discute a força dos argumentos do narrador de "Dom Casmurro".

Resumo da obra
     
      Na infância e adolescência, Bento de Albuquerque Santiago morava na rua de Mata Cavalos (Rio de Janeiro), com sua mãe viúva, dona Glória, a prima Justina, o tio Cosme e o agregado José Dias. Na casa ao lado, vivia Capitolina (Capitu), filha de Pádua e Fortunata. Ao contrário da família de Bentinho, os pais de Capitu são pobres. Mesmo assim, as crianças conviveram como amigos.
      Quando Bentinho completou 15 anos, José Dias lembrou dona Glória da promessa por ela feita de enviar o filho para o seminário. Na verdade, procurava alertá-la para o perigo de envolvimento amoroso do menino com a vizinha. Mas Bentinho e Capitu já estavam apaixonados.
      No seminário, Bentinho torna-se amigo de Escobar, também seminarista, com o passar do tempo e com a ajuda de José Dias e Escobar, Bentinho consegue fazer a mãe desistir da promessa de torná-lo padre. Foi estudar em São Paulo e formou-se em Direito, voltou para o Rio e casou-se com Capitu. Escobar também se casou. Os dois casais tornaram-se amigos, nasce Ezequiel, filho de Bentinho e Capitu. Mas Bentinho, sempre inseguro e ciumento, via no filho a cara de seu amigo Escobar. Assim Bentinho começou a ter dúvidas da relação de amizade entre Escobar e Capitu.
      Escobar morre afogado, e Bentinho ao ver as lágrimas de sua mulher, fica transtornado, pensando em suicidar-se, mas a manda com o filho para a Suíça, onde ela morre. Ezequiel, já moço, retorna ao Brasil, mas Bento não conseguia ver nele, senão o retrato do amigo. Então o filho, volta a viajar pelo mundo, deixando Bentinho na maior das solidões e vivendo do passado coma eterna dúvida. Resolve assim, escrever sua própria história para convencer-se da traição da mulher e para mostrar que não ter agido mal em relação a seu amigo.

Referências:
ASSIS,Machado de.Dom Casmurro. Rio de Janeiro:Martin Claret,2002.

De - Jessiane Almeida e Luciane Fernandes Martins

Por: Diana Pretto

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