6.11.13

O que a conspiração da pólvora tem a ver com o Brasil?

Em torno de 1600 a Inglaterra sofria abusos partidos do seu parlamento, como aumento de impostos, corrupção, perseguição à aqueles que não acreditavam nos mesmos princípios que os ditados pelo governo. Pela extrema força que o governo detia, o povo não tinha coragem de reagir e lutar por seus direitos e contra todas as injustiças.
Até que um dia, um velho soldado chamado Guy Fawkes juntou um pequeno grupo de amigos para levantarem-se contra o governo e a situação em que a Inglaterra estava. Fawkes era entendido de explosivos e decidiu que para acabar com a situação era necessário explodir o prédio parlamentar.
No dia 05 de novembro de 1605 a ideia seria colocada em prática. Os companheiros de Fawkes perceberam quão perigoso o ato poderia ser para os inocentes e quanta gente poderia sair acidentada e até morta e resolveram mandar avisos ao parlamento sobre o que estava por acontecer. O rei encontrou Fawkes, que foi torturado e enforcado em praça pública com a justificativa de traição. Os outros homens, dedurados pelo quase-revolucionário, também foram mortos.
O rei fez com que os ideais do revoltado fossem apagados e o povo montou versos para aclamar o feito do rei.
“Lembrai, lembrai do 5 de novembro
A pólvora, a traição e o ardil
Não sei de Nenhuma razão para que a traição da pólvora
Seja algum dia esquecida”
Um ideal é quase imortal. Depois de anos, o povo começou a perceber as novas injustiças do parlamento e Guy Fawkes renasceu na atitude das pessoas. Uma dessas atitudes, muito recente, foram os quadrinhos de Allan Moore (1982) intitulados V de Vingança. Mais tarde (2005) o autor inspiraria um filme, do mesmo nome de sua obra.
Tanto nos quadrinhos quanto no filme, o personagem principal, um anarquista com sede de justiça usa mascaras que representam Fawkes. Essa máscara acaba concentrando o ideal do anti herói inglês e justiça e poder do povo.

Nesse ano o Brasil foi palco de vários levantes contra atitudes do governo que a população julgou inadequada. Os levantes foram organizados basicamente pela internet onde a expressão “anônimo” é muito utilizada. Todos que querem comentar ou publicar coisas sem indentificação usam essa palavra como marcação. Dessa forma, a palavra se tornou uma representação de todos. A palavra sofreu o mesmo percurso do que o nome de Fawkes e a máscara. Anonymous, “anônimo” em inglês, virou uma organização para representar o povo e a organização se apresenta da seguinte forma:
"Somos uma idéia de um mundo onde a corrupcão não exista, onde a liberdade de expressão não seja apenas uma promessa, e onde as pessoas não tenham que morrer lutando por seus direitos. Não somos um grupo. Somos uma ideia de revolução."
Como Fawkes a organização atacou o sistema governamental brasileiro de forma virtual, “hackeou” alguns sites substituindo seus conteúdos com mensagens representando seus ideais. O Brasil foi para rua entre os meses de junho e julho desse ano, ocuparam o Congresso Nacional. Usando as máscaras de Fawkes adoratam os ideias de força popular e lutaram por seus direitos.

Muitos objetivos foram alcançados, muitas cidades se mobilizaram e agregaram força as manifestações das cidades maiores e alguns dos manifestos foram acatados. “O Gigante Acordou”.
Ainda há manifestações diferentes acontecendo em todo o território nacional. Na nossa cidade as atenções estão voltadas ao Passe Livre para os estudantes, por exemplo.

O ideal de Fawkes viajou no tempo, espaço e na história e foi adotado pelos brasileiros que lutam pela justiça social e pelo fim da corrupção e de muitos outros problemas relacionados ao País.


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