8.4.14

Oficina de Filtro dos Sonhos

Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia.
Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento há morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia:
"Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios".
No final a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe:
"No centro está à teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vêm de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos, quando eles ainda estão no ar. Os bons sonhos sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo até o nascer do sol, e desaparecem com a primeira luz do novo dia".
E agora os guarapuavanos que tiverem interesse, poderão aprender a fazer o seu próprio filtro dos sonhos. Isso porque além das Tardes Musicais no Lago, um novo projeto cultural está sendo desenvolvido aos domingos no deck do lago, esse, pelos estudantes Valde Foss e Emanuelle Ida.
A idéia da oficina surgiu quando Emanuelle e Valde estavam produzindo alguns filtros, e isso despertou o interesse das pessoas no local, que se aproximaram e começaram a falar que gostariam de aprender a fazer também.
O objetivo das oficinas é o de proporcionar à comunidade, uma oportunidade de conhecer algo novo, inovador, que além da interação com novas pessoas e novas culturas, possa proporcionar o aprendizado de algo diferente, que normalmente não está ligado a sua rotina normal.

As oficinas acontecem aos domingos, às 16h30 no Lago. E reúnem até 10 pessoas para que cada um consiga receber a atenção adequada. Para participar, o interessado deve levar materiais para produção do filtro como cipós, miçanga, penas, fios de lã e tesoura.  

Por: Diana Pretto

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