21.8.14

O PRIMO BASÍLIO


O PRIMO BASÍLIO - EÇA DE QUEIRÓS
Autor
Eça de Queirós (1845-1900) escritor português foi um dos principais responsáveis pela introdução do realismo em Portugal, o único romancista português que conquistou fama internacional nessa época. Além disso, foi duramente criticado por suas críticas ao clero e à própria pátria. A crítica social unida à análise psicológica aparece também nos livros “O Primo Basílio”, "O Mandarim", "A Relíquia" e "Os Maias".

Contexto Histórico
Nessa obra Eça de Queirós tenta desvincular-se dos traços do Romantismo, mesmo produzindo romances, porém num tom mais realista. Aborda em seus personagens a classe burguesa e a proletária. O período é a geração de 1870 que tem como intuito combater o romantismo e instalar ideias realistas em Portugal. As principais características da obra é a crítica social, a descriminação social, exploração da sexualidade, moral, costumes, a religião e o atraso de Lisboa referente a Paris, após a Revolução Industrial.

Resumo da obra
A jovem Luísa morava com sua mãe e namorava as escondidas com seu primo Basílio. O jovem mudou-se e a apaixonada menina lamentava a falta dele. Certo dia Luísa conhece um moço chamado Jorge e passa a admirá-lo. Tempos depois a garota é surpreendida com um pedido de casamento feito por Jorge. Após o casamento Luísa tinha uma vida socialmente estabilizada. O marido fazia muitas viagens e por isso convocou uma reunião de despedida para os amigos, pedindo em especial para Sebastião, seu amigo mais íntimo, cuidar de sua esposa e também para evitar os encontros dela com a Leopoldina, uma mulher falada na cidade. Durante a viagem do marido Luísa recebe uma inesperada visita, a do seu primo Basílio, o qual passou a visitá-la todos os dias. Em uma de suas visitas Basílio beija Luísa, apesar de ter gostado repreende-o. Como os encontros eram rotineiros a vizinhança começou a reparar e a surtir comentários, pois não tinham real conhecimento de quem era aquele rapaz. O rapaz muito esperto, com delicadeza ia conquistando a Luísa, comunicando-a que encontraria uma casa para os seus encontros. Ela recebia diariamente cartas de Basílio, então resolve escrever também, porém nesse instante chega a sua casa D Felicidade, e para esconder a carta joga-a na lata de lixo. Como estava preocupada resolveu buscá-la, mas a lata estava vazia. A jovem recebe o endereço da casa de encontro e vai todos os dias para ver o seu amado. Juliana empregada de Luísa estava farta de humilhações recebidas pela patroa e conta que a carta não está no lixo, e diz que entregará a Jorge quando voltar de viagem. Luísa pensa em fugir com Basílio, mas ele não quer e volta para Paris sozinho, ela percebe então que foi enganada por ele. Juliana passa a fazer chantagens e humilha Luísa obrigando-a fazer os serviços da casa. Chega Jorge e a vida de Luísa piora, pois as ameaças continuam e com mais severidade. Luísa procura ajuda com Sebastião mesmo envergonha, mas ele era a única pessoa que podia ajudá-la. Ele monta um plano e Juliana é pega, entrega a carta, e acaba morrendo. Luísa queima a carta. A jovem adoece, e nesse período Basílio escreve a Luísa, porém como estava doente quem leu foi Jorge. Descobriu tudo, irritado após uma melhora de sua esposa fala que já sabe de tudo. Porém Luísa depois de ouvir desmaia. Jorge percebendo que perderia a sua esposa a perdoa, mas ela falece.

Referências

Elaborado por: Ana Paula Kuchla e Neide Tracz PET/LETRAS/UNICENTRO

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