12.8.14

Sesc Guarapuava sedia exposição de almanaques farmacêuticos


Aos que possuem mais de 40 anos, serve para voltar no tempo e relembrar das antigas artes que estampavam os almanaques farmacêuticos, e para os que não viveram este tempo é um tira gosto para imaginar como eram as publicidades feitas pelas farmácias antigamente.

A exposição intitulada “Tempo de almanaque” é uma grande oportunidade para conhecer um pouco sobre o assunto, pois o tempo passou e encontrar essas artes ficou cada vez mais difícil, tornaram-se verdadeiras relíquias, encontradas apenas na posse de colecionadores, como no caso da cuiabana Yasmin Nadaf.

Yasmin, além do acervo de almanaques de farmácia, também coleciona gibis, livros periódicos almanaques diversos. “Um conjunto de revistinhas tão ao meu gosto pela sua especificidade. Pequeninas e graciosas são verdadeiras oficinas para e/da vida passada, e referência obrigatória para o presente e para o futuro. Lidas e relidas por milhões de brasileiros carregam (e como carregam) ‘identidade’ e ‘memória’, traços que não caem no esquecimento, e que no caso em questão acumulam saber e se enriquecem com o passar dos anos”, conta, em material de divulgação da exposição.

A exposição já está acontecendo desde o dia 4 de agosto, no Sesc Guarapuava, mas ainda dá tempo de apreciar essas raridades, pois o acervo da colecionadora estará exposto até o dia 29 de agosto, das 8 às 22 horas. Entrada gratuita.


Surgimento

Felipe Daudt, fundador da primeira indústria farmacêutica no Brasil, foi um dos pioneiros da evolução da publicidade, tanto que o almanaque “A saúde da mulher” lhe rendeu uma tiragem histórica de 1,5 milhões de exemplares e o maior contrato publicitário da história brasileira.

“Felipe trouxe almanaques como "A saúde da mulher", de mesmo nome que um de seus medicamentos, oferecendo dicas de saúde e beleza, passatempos diversos, entre outros temas – além de diversas propagandas dos medicamentos que sua empresa produzia. Estes almanaques foram uma nova revolução na forma de dar publicidade aos medicamentos, pois tirava os anúncios dos jornais (na época, lidos principalmente por homens) aproximando os produtos também das mulheres e de maneira geral, da família brasileira”. 
Fonte: administradores.com.br




Texto: Amanda Bastos Maciel

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