13.9.16

Robótica não faz só robô, não!

     Criar robôs ou, ao menos vê-los caminhando junto de nós é algo que todo mundo já imaginou. Os clássicos de Isaac Asimov e até mesmo os criticados filmes de Michael Bay contribuíram para isso. O fato é que o desenvolvimento da robótica nos últimos anos veio para comprovar que antes de termos representações humanoides artificiais convivendo – pacificamente ou não – conosco, primeiro precisamos integrá-la no dia-a-dia e resolver algumas questões mais urgentes.
    Segundo um estudo da Associação Brasileira de Ortopedia Técnica em 2009, apenas 3% dos deficientes físicos brasileiros tinham acesso à tecnologia das próteses. Isso porque, naquele período, uma prótese de mão com sensores, por exemplo, custava no mínimo R$ 20 mil. Esse é um valor muito distante da maioria da população brasileira, mas, sete anos depois, é possível dizer que as coisas melhoraram. “As próteses para crianças são um coisa muito complicada, porque a mão vai crescendo. Então você precisa ir trocando, e é muito caro. Mas, com as iniciativas open source, as coisas melhoram”, afirmou Anderson Troc, coordenador do Laboratório de Ideias de Guarapuava (LAB).
     Andy, como gosta de ser chamado, iniciou as atividades do LAB em 2015, e com poucos meses de funcionamento a robótica já se tornou uma prática recorrente dentro do laboratório. “Começamos com oficinas de escrita, foto, construção biosustentável... tecnologia foi o próximo passo, porquê gosto bastante da área”, contou Andy, que desde sua infância é um apaixonado por construir coisas. E, uma das ações realizadas no LAB é a produção de próteses com impressora 3D. “É uma prótese que estamos produzindo para um garoto de dez anos que só tem o punho”, conta. Isso é resultado da iniciativa open source, onde modelos são disponibilizados gratuitamente na internet e qualquer pessoa pode utilizar.

As próteses feitas com impressoras 3D tem se popularizado nos últimos anos 

    O Laboratório de Ideias de Guarapuava fica na casa do Imigrante, na Rua São Paulo, número 520, e as oficinas ofertadas são todas gratuitas. 

Douglas Kuspiosz

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