Pular para o conteúdo principal

O festival que virou moda
















A iniciativa da Unicentro, em comemorar seus 21 anos com a organização de um festival, é uma questão que merece muitos elogios. A universidade contribui não só com a cultura, mas também reacende o costume dos festivais de música. O Festival Universitário da Canção tem 42 candidatos na disputa, entre composição própria e interpretação. Mas para quem acha que o festival da Unicentro é o único de nossa região, aconselho que leia esse texto pois apresentarei aqui o Fecades, festival de uma comunidade religiosa da cidade.

Um festival de música sertaneja sediado em um dos bairros de Guarapuava. Não teria nada de anormal se fosse uma festa que atingisse apenas uma comunidade. Mas na verdade esse evento tornou-se grande a ponto de pessoas de outras regiões participarem. Ele é realizado pela paróquia Divino Espírito Santo, na Vila Bela.


Festival da Canção do Divino Espírito Santo, o Fecades como é chamado, foi criado no ano de 2004. A partir daí começou a ser realizado todos os anos, já são oito edições. No inicio os organizadores não pensavam em ter resultados expressivos, mas como o resultado surpreendeu logo na primeira edição, a Paróquia resolveu continuar com a principal atração da festa.


Todos os anos sobem ao palco pessoas de diferentes cidades, inclusive da capital paranaense, e até mesmo de outros estados como Santa Catarina, por exemplo. Sílvia Oliveira, organizadora do evento, acredita que não é apenas a premiação que chama atenção das pessoas, mas também o respeito e prestigio que o festival adquiriu nesses sete anos. Ela conta que pessoas que participaram do festival, hoje seguem carreira profissional. "A dupla Dinei e Alex que hoje nos presta serviço com a banda, começaram aqui no Fecades", comenta. Os dois músicos já se apresentaram no festival e foram vencedores em duas edições.



Sílvia, que há anos organiza o evento, acredita que ele se tornou parte da cultura da comunidade. Ela considera o evento como uma contribuição social. "É um evento que traz entretenimento e diversão para as pessoas", opina. Segundo ela, todos os anos, a equipe organizadora que conta com dez integrantes, todos voluntários, ao final de uma edição começa a pensar na próxima que está por vir. A ideia é trazer novas atrações, sempre inovando para que o Fecades continue caindo no gosto das pessoas, fazendo parte da cultura do local.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO DA OBRA "VÁRIAS HISTÓRIAS", DE MACHADO DE ASSIS

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de família pobre e mulato, sofreu preconceito, e  perdeu a mãe na infância, sendo criado pela madrasta. Apesar das adversidades, conseguiu se instruir. Em 1856 entrou como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Posteriormente atuou como revisor, colaborou com várias revistas e jornais, e trabalhou como funcionário público. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Algumas de suas obras são Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, O Alienista, Helena, Dom Casmurro e Memorial de Aires. Faleceu em 29 de setembro de 1908.
Contexto Histórico
Várias histórias foi publicado em 1896, fazendo parte do período realista de Machado de Assis. Os contos da obra são profundamente marcados pela análise psicológica das personagens, além da erudição e intertextualidade que transparecem, como por ex., referências à música clássica, a clássicos da literatura, bem como a histórias bíb…

Lendas de Guarapuava

Por Elis Oliveira
Há quem acredite que Guarapuava é uma cidade permeada por lendas. Quem nunca ouviu alguém contar a sua versão para a lenda da Lagoa das Lágrimas, um dos lugares mais visitados da cidade, construída por volta de 1964 a 1968, ou a lenda da Capelinha do Degolado, muito conhecida pela região, que foi até tema de um programa de televisão no ano de 2010. Também tema lenda do Baile das Feias, sobre a passagem das tropas de Gumercindo pela nossa cidade, conta-se que no tempo dos maragatos da Revolução Federalista,Guarapuava,como outras cidades do Paraná, sofreram por fazer parte da rota das tropas que vinham do Rio Grande do Sul nessa época. Isso aconteceu por volta do ano de 1894 quando houve a fuga desses revoltosos. Segundo a lenda, a coluna de Juca Tigre e do Coronel Sancheseram era composta  de quinhentos homens que passaram por dentro da cidade para abstecerem-se de proventos, saqueando fazendas, levando animais e suprimentos e também cometendo grandes bárbaries amedron…

Pintores Paranaenses

A partir do século XIX, a pintura passou a se desenvolver no Paraná, incentivada por pintores como o imigrante norueguês Alfredo Andersen, e Guido Viaro, o segundo vindo da Itália. Ambos dedicaram-se ao ensino das artes visuais, além de pintarem suas obras inspiradas principalmente nas paisagens e temas do cotidiano paranaense. Responsáveis também pela formação de novas gerações de artistas no estado, como o exemplo de Lange Morretes, Gustavo Kopp e Theodoro de Bona, todos nascidos no Paraná.
Alfredo Andersen, apesar de norueguês, viveu muitos anos em Curitiba e Paranaguá, e ainda hoje é tipo como o pai da pintura paranaense. Foi ele o primeiro artista plástico atuar profissionalmente e a incentivar o ensino das artes puras no estado. Ele se envolveu de forma muito intensa com a sociedade paranaense da época em que viveu, registrando sua história e cultura. Rogério Dias, outro grande exemplo, sempre foi autodidata, sua trajetória artística tem sido uma soma de anos de paciente e inc…