Pular para o conteúdo principal

“Se mitidando” no bobódramo da XV de Novembro

Sábado, 19 horas. Alguns se arrumando, outros preparando o carro, a moto, ou então, ligando para os amigos a fim de encontro num ponto conhecido e polêmico da cidade: A rua XV de Novembro. Um lugar democrático, que une raças, credos, vontades, tesões, músicas, muitas músicas e todo tipo de flerte e paquera. Essa é a realidade dos finais de semana no “bobódramo” de Guarapuava.

Na rua histórica já discursaram
políticos como o senador Roberto Requião (E por sinal foi em frente à praça Cleve, que saudou o povo guarapuavano de “guarapuavenses”) ou então onde prefeitos como Vitor Hugo e Fernando Carli comemoraram suas vitórias eleitorais, ou por onde Visconde de Guarapuava já deu suas voltas. Esse é o local que já virou palco de violência, bebedeira, batidas policiais, drogas, mas também de casamentos, namoros e encontros.

Hoje, uma lei proíbe o comércio e consumo de bebidas alcoólicas em vasilhames de vidro, a fim de prevenir a violência e limpar a rua que amanhecia o domingo em meio aos cacos de vidros, resultado da festeira da noite anterior. Pode haver críticas, pronunciamentos no rádio, na Câmara de Vereadores e até nos bancos acadêmicos da universidade, mas todo sábado os mais novos e os mais velhos se encontram entre o Colégio Visconde e o chafariz para mais uma noite de festa.

Outra questão é a a paciência e a quantidade de gasolina que aguente tantas voltas, pelo mesmo trecho por mais de quatro horas seguidas. E não pense, amigo leitor,talvez você também vá lá, que só carros populares, ou aqueles caindo aos pedaços dos menos abastados financeiramente que se dão ao desfrute de uma volta no bobódramo. A presença dos carros de luxo é um fato, ferraris, camaros, peugeots conversíveis, camionetes 4 x 4 e, de vez em quando, até caminhão passa pelo local para um encontro casual, ou então, o motivo mais claro de ir até lá: se mostrar, ou na gíria guarapuavana, “se mitidar”.

Foto: Rede Sul de Notícias

Comentários

  1. Cada povo tem sua cultura, cada cidade tem seus costumes. Lembro, por exemplo, dos bons tempos em que também nossa capital Curitiba tinha seu "bobódromo" que funcionava nas tardes de domingo na Avenida Batel, onde o encontro e a paquera também corriam soltas, porém sem excessos de bebedeira, sem sujeira na rua e sem atrapalhar a vida de ninguém! Por isso, com todo respeito à tradição do "bobódromo" de Guarapuava, vejo-o aqui de outra forma. Vejo-o como um reflexo do atraso e da estagnação desta cidade. Vejo-o como consequência da falta de opções culturais, esportivas ou de lazer para os jovens e velhos senhores ou senhoritas que, não tendo outra alternativa, fazem do "bobódromo" seu ponto de encontro (ou de desencontro)em Guarapuava. Vejo-o como local de barulho e bebedeira desenfreada, de jovens e também adolescentes, que dali saem dirigindo alcoolizados às vistas grossas das autoridades do Guaratran. Vejo-o como palco de garotas de programa na Praça Cleve em atitudes explícitas... Vejo-o como perturbação da ordem pública, pois que aquele vai-vem de carros em velocidade de procissão de igreja obstrui a via pública, fazendo do local público um espaço privado, ou privativo, para quem não tem mais o que fazer naquele horário... Será que os agentes do Guaratran esqueceram que no Codigo de Trânsito também existe velocidade mínima a ser respeitada em via pública ? Voce já precisou transitar ali pela rua XV em condição de emergência, em busca de uma farmácia ou de ajuda médica e teve que passar pelo bobódromo ? Não ? Pois que nunca precise... Vejo o nosso "bobódromo" refletido na sujeira sem fim e nas garrafas quebradas que "forram" o asfalto da rua XV nas manhãs seguintes.
    Não critico nem condeno quem frequenta o bobódromo, mas vejo-o sim como reflexo da decadência moral de uma cidade que não tem planejamento, não tem política de desenvolvimento econômico, social e, por consequência, cultural. Uma coisa é a boa tradição e o bom costume do passeio e da paquera e via pública, tal como citado no exemplo de antigamente na Avenida Batel em Curitiba. Quem conheceu, sabe do que estou falando. Outra coisa, bem diferente, é uma via pública que está "dominada" pela bebedeira, pela droga, pelo barulho, pela sujeira... reflexo da completa omissão do poder público em construir uma cidade melhor, oferecendo outras opções de lazer e cultura ao seu povo.
    Augusto. Guarapuava, PR

    ResponderExcluir
  2. Ficaria muito gratificado se vir meu comentário publicado, comentário que postei ontem fazendo um contra-ponto na análise sobre o bobódromo de Guarapuava.
    Sendo publicado o comentário terei certeza de que este espaço é democrático e possibilita a expressão da opinião dos cidadãos.
    Esqueci de dizer - e o faço agora - que aprovo incondicionalmente as medidas restritivas ao consumo de bebidas alcóolidas em via pública que vem sendo tomadas peças autoridades competentes. Já era tempo de alguém fazer alguma coisa para colocar pelo menos alguma ordem na cidade.
    Agusto P. Madureira
    penhamadureira@bol.com.br

    ResponderExcluir
  3. Tá, mas isso é uma narrativa? Porque não estou vendo nenhuma crítica construtiva neste texto.

    ResponderExcluir
  4. A lei que se refere no artigo, não proíbe o consumo de bebidas em vasilhames de vidro, e sim a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas.

    Projeto de Lei 51/2011.

    Súmula: Restringe a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas, nos logradouros públicos no Município de Guarapuava

    O Vereador abaixo-assinado, no uso das atribuiçoes que lhe confere o Regimento Interno deste Poder, apresenta o seguinte Projeto de Lei:-

    Art. 1º - Fica proibida a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas de qualquer graduação em Logradouros Públicos do Município de Guarapuava-PR.

    Isso é um grave e grande erro, coisas de quem faz coisas de qualquer jeito, só para "se mitidar".

    ResponderExcluir
  5. A lei que se refere no artigo, não proíbe o consumo de bebidas em vasilhames de vidro, e sim a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas.

    Projeto de Lei 51/2011.

    Súmula: Restringe a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas, nos logradouros públicos no Município de Guarapuava

    O Vereador abaixo-assinado, no uso das atribuiçoes que lhe confere o Regimento Interno deste Poder, apresenta o seguinte Projeto de Lei:-

    Art. 1º - Fica proibida a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas de qualquer graduação em Logradouros Públicos do Município de Guarapuava-PR.

    Isso é um grave e grande erro, coisas de quem faz coisas de qualquer jeito, só para "se mitidar".

    ResponderExcluir
  6. Quem disse que precisa ter crítica nos textos do blog? É narrativo sim.
    O objetivo desse blog não é exatamente ser opinativo. Vai da vontade de cada autor em dar o rumo que quer a seu texto.

    ResponderExcluir
  7. ENTÃO ANÔNIMO, SEM CAPACIDADE OPINATIVA DÁ PARA VER A BAIXA QUALIDADE DO TEXTO, SEM NEXO ALGUM. É ISSO QUE ESTÁ ENSINANDO AOS ESTUDANTES? NÃO TER OPINIÃO PRÓPRIA? POR ISSO ACEITAM TUDO CALADOS.

    ResponderExcluir
  8. e você não é anônimo também, filho?
    É típico macacos sentarem em cima do próprio rabo para falarem do rabo dos outros...

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO DA OBRA "VÁRIAS HISTÓRIAS", DE MACHADO DE ASSIS

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de família pobre e mulato, sofreu preconceito, e  perdeu a mãe na infância, sendo criado pela madrasta. Apesar das adversidades, conseguiu se instruir. Em 1856 entrou como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Posteriormente atuou como revisor, colaborou com várias revistas e jornais, e trabalhou como funcionário público. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Algumas de suas obras são Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, O Alienista, Helena, Dom Casmurro e Memorial de Aires. Faleceu em 29 de setembro de 1908.
Contexto Histórico
Várias histórias foi publicado em 1896, fazendo parte do período realista de Machado de Assis. Os contos da obra são profundamente marcados pela análise psicológica das personagens, além da erudição e intertextualidade que transparecem, como por ex., referências à música clássica, a clássicos da literatura, bem como a histórias bíb…

Lendas de Guarapuava

Por Elis Oliveira
Há quem acredite que Guarapuava é uma cidade permeada por lendas. Quem nunca ouviu alguém contar a sua versão para a lenda da Lagoa das Lágrimas, um dos lugares mais visitados da cidade, construída por volta de 1964 a 1968, ou a lenda da Capelinha do Degolado, muito conhecida pela região, que foi até tema de um programa de televisão no ano de 2010. Também tema lenda do Baile das Feias, sobre a passagem das tropas de Gumercindo pela nossa cidade, conta-se que no tempo dos maragatos da Revolução Federalista,Guarapuava,como outras cidades do Paraná, sofreram por fazer parte da rota das tropas que vinham do Rio Grande do Sul nessa época. Isso aconteceu por volta do ano de 1894 quando houve a fuga desses revoltosos. Segundo a lenda, a coluna de Juca Tigre e do Coronel Sancheseram era composta  de quinhentos homens que passaram por dentro da cidade para abstecerem-se de proventos, saqueando fazendas, levando animais e suprimentos e também cometendo grandes bárbaries amedron…

Pintores Paranaenses

A partir do século XIX, a pintura passou a se desenvolver no Paraná, incentivada por pintores como o imigrante norueguês Alfredo Andersen, e Guido Viaro, o segundo vindo da Itália. Ambos dedicaram-se ao ensino das artes visuais, além de pintarem suas obras inspiradas principalmente nas paisagens e temas do cotidiano paranaense. Responsáveis também pela formação de novas gerações de artistas no estado, como o exemplo de Lange Morretes, Gustavo Kopp e Theodoro de Bona, todos nascidos no Paraná.
Alfredo Andersen, apesar de norueguês, viveu muitos anos em Curitiba e Paranaguá, e ainda hoje é tipo como o pai da pintura paranaense. Foi ele o primeiro artista plástico atuar profissionalmente e a incentivar o ensino das artes puras no estado. Ele se envolveu de forma muito intensa com a sociedade paranaense da época em que viveu, registrando sua história e cultura. Rogério Dias, outro grande exemplo, sempre foi autodidata, sua trajetória artística tem sido uma soma de anos de paciente e inc…