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Em algum lugar... em Guarapuava!

– O piáque que aconteceu aquele dia lá na festa?
 – Meu divino, aquele tongo véio do João se apincho no tanque do vizinho. Daí ele fico só de butuca esperando a hora certa pra apincha umas pedra ne nóis, tivemos que sair no corridão, num há de ver que o João trupicou e quebrou o braço
Credo figa, eu vi que vocês passaram na frente de casa no galeto. Nem deu tempo de eu dar uns grito pra vocês se achegarem ali em casa
– Pois é bicho do céu, daí o João quebrou o braço e lá fui junto com o caboco véio no hospital, voltei que era só a capa da gaita de tanta canseira.
– A mãe dele ficou virada no guede, mas daí no outro dia nós já achamo outro tanque pra se apincha, mas esse é lá longepra diante da casa do José.
– O caboco, quando forem lá de novo me deem um grito que me junto com vocês e se bandiamo pra lá de novo.
–Pode deixar que eu chamo, vou nessa então bicho, se falamo
Bele, falou aí

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Loca do céu, quanto tempo que eu não te vejo, anda sumida
–Menina, to esgualepada de tanto trabalhar. Não tenho tempo pra mais nada.
Credo figa, tem que tirar umas férias então
–Verdade loca, mas você já é minha chegada, apareça lá em casa. Volte meia fazemo um chimarrão comadre Maria, de o ar da graça lá você também.
– Deixe comigo que eu apareço sim
–E como que anda o casamento?
I nem me fale daquele guaramputa, peguei pô juízo aquele lá. Não sei se esse casamento vai mais pá diante
Crendios pai, é pá caba mesmo loca véia
–E as criança como que tão? Manzinho dos fiinho, faz tempo que não vejo
Meeeninaaa, mas eu vou ligeirinho pra casa, agora que você falo das crianças eu lembrei que fiz uma gambiarra no fogão e deixei os piá cuidando. Por pouco que não botaram fogo na casa e vou ter que enche de bordoada aqueles fia duma mãe.
–Tá bão comadre, apareça lá em casa qualquer dia. Pra nós bater um papo, tomar um café e fazer aquele cuque loco de bão.
–Apareço sim, até comadre.
–Se vemos por essas bandas, até.




Por: Amanda Bastos Maciel

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