17.12.13

Asa, um representante do skate em Guarapuava

Fs noseslide no champ do chabelo 

Mario Kreb Noronha Junior, mais conhecido como Mario Asa, tem 24 anos de idade e 16 de skate. Natural de Guarapuava, o skatista conta que teve uma infância ótima e que a família nunca deixou de apoiá-lo em suas decisões. O esporte que escolheu praticar foi por muito tempo sua única fonte de renda, as conquistas foram tantas que Asa não lembra ao certo quantos campeonatos já ganhou, pois até pelas ruas de Barcelona o atleta guarapuavano já andou.

Como começou a andar de skate e qual a sua modalidade?
Comecei em Guarapuava mesmo com a rapaziada aqui no bairro. Desde então não parei mais de andar com o carrinho, pra qualquer lugar que eu ia o meu skate estava junto. Depois de um tempo,  eu escolhi seguir a modalidade street que baseia-se em obstáculos encontrados na rua, tais como bordas, corrimões, paredes inclinadas e saltar escadarias. Também pode ser praticado em pistas com obstáculos que simulam situações encontradas na rua.
Você já passou por alguma dificuldade onde o skate tenha te “salvado”?
O skate sempre esteve presente em minha vida, é difícil ficar longe do carrinho,ele sempre me ajudou em tudo. Teve uma época em que eu fiz uma cirurgia e tive que ficar um tempo sem andar, foram os piores meses da minha vida. Mas eu criava forças para me recuperar logo, o skate foi em todos os momentos a minha maior motivação.

Mesmo com o esporte ganhando reconhecimento, o fato do skate estar ligado com a marginalidade ainda está na mente de algumas pessoas. Você já sofreu algum tipo de preconceito?
Já sofri vários, mas as recompensas que vem através dele são as melhores, não tem porque perder tempo com pessoas que não tem mente pra aceitar um esporte que só tem pontos positivos.

Quando conseguiu seu primeiro patrocínio, atualmente você possui um?
Meu primeiro patrocínio foi em 2003, uma loja de skate local me deu um grande apoio. O fato de o patrocínio estar em falta fez com que eu tivesse que procurar outro trabalho, atualmente concílio o skate com o “trampo” em uma loja de motos que é do meu irmão.  Mas essa vida não é fácil não, o atleta tem que dar o sangue.

O que acha do desenvolvimento do skate no Brasil?
Graças a muitas marcas que tem uma ampla visão do skate, conseguimos andar hoje em dia com peças nacionais de alta tecnologia, fazendo com que os atletas tenham mais facilidade com o skate. Sem falar no numero de atletas que temos aqui no Brasil com nível mundial.

Conversar com Mario Asa foi um grande prazer, homem que ainda possui um estilo de moleque , um grande destaque do esporte não só na cidade de Guarapuava mas por toda a região. O skate brasileiro está cada vez mais valorizado, apoio para esses skatistas é algo que não deveria faltar.


Texto: Amanda Bastos Maciel
Foto: Manoel Martins 


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