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Baixei por bobeira, acabei viciando

Provavelmente você já ouviu falar do Tinder, um dos mais famosos apps de relacionamento. Mas além dele existem também o Grindr, Hornet, Scruff e outros, todos têm algo em comum: facilitar a paquera entre as pessoas do mundo todo.
Confesso que nunca imaginei que fosse tão fácil de encontrar alguém afim de um sexo casual. Da mesma forma que tem gente atrás de sexo, também tem muita gente procurando relacionamento sério. Nesses aplicativos muitas pessoas “saíram da caverna”. A timidez quase sumiu, quem não falava agora fala, quem não seduzia agora seduz.
Eu uso e já usei todos eles, confesso que no começo me assustei. Comecei com o Tinder, que tem muitos usuários, ele usa a localização GPS, passando para esquerda quer dizer que você não quer aquela pessoa, já para a direita você curtiu ela. Além disso é fácil de fazer o cadastro já que o app usa suas informações do Facebook.
Assim como no Tinder, no Grindr e no Hornet você precisa fazer um cadastro para poder usa-los. Você pode encontrar perfis com descrições diversificadas, tais como “mande foto de rosto, gosto de conhecer e saber o que pode acontecer...”, “sigilo é fundamental, buscando algo bacana, bom papo e discreto”, “até 25 anos de preferência, #ativo”.
Se você não usa esses aplicativos, eu vou explicar um pouco.... As fotos do perfil de cada um podem ou não ser verdadeira (são poucos os perfis fakes, e isso a gente descobre só observando a foto e conversando com o dono deles). Existem as fotos públicas, que são aquelas que todos podem ver, e existe também os álbuns privados em que um usuário pede autorização ao outro para ver tais fotos (que em alguns casos são nudes) e como esses aplicativos permitem um certo anonimato as informações que as pessoas colocam em seus perfis
Às vezes, a gente não tem sorte mesmo, de repente você achou a pessoa daquele perfil com a foto perfeita, depois de uma breve conversa um encontro é marcado, chegando lá a surpresa: não era quem você esperava. Pois é, isso já me aconteceu, e não foram poucas vezes. Foi um arrependimento tão grande que me fez repensar na forma de paquerar.
Mas o que eles têm de bom, também tem de ruim. Se por um lado ficou mais fácil procurar o par perfeito sem sair de casa, também ficou mais fácil contrair uma DST (doença sexualmente transmissível). Infelizmente, não é possível saber quem tem HIV, por exemplo. Dos apps que eu uso, o Scruff é o que mais se preocupou com isso, ele pede que cada pessoa coloque em seu perfil se é portador do vírus ou não (se é que podemos dizer que isso impede que as pessoas mintam).

Faço aqui mais uma e a última confissão: eu achei que iria baixar, usar e em pouco tempo iria desinstalar cada app, não foi isso que aconteceu. Aquela ansiedade de encontrar logo alguém que você gostou ou poder saciar seu fogo conseguindo alguém para ter um encontro casual acabou me viciando. Mas apesar de tudo eu ainda continuo usando a maioria esses aplicativos, eles acabam se tornando um vício.
Texto - Gustavo Dusi

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