28.6.12



Qual o  preço para ser feliz?

A sociedade exige um padrão de comportamento que nem sempre estamos dispostos a seguir. Todo mundo tem sonhos, e para realizá-los, às vezes,  temos que quebrar as convenções da comunidade na qual estamos inseridos. Aí surge a dúvida, quebrá-las e seguir em frente ou deixar que as tradições engessem nossos atos e façam com que nos tornemos figuras opacas e infelizes.
                Muitos têm sonhos que parecem inalcançáveis para a maioria das pessoas. Mas, quando se quer muito a força brota de dentro. Sentimos uma alegria espontânea que nos acompanha durante todo o dia. Mesmo diante das dificuldades,  não esmorecemos e somos capazes de transpor todas as barreiras para conseguir chegar ao nosso objetivo. Quando nessa caminhada ainda contamos com amigos e entes queridos que nos apoiam, não há o que nos impeça de chegar lá.  Sentimos-nos capazes, felizes por saber que estamos batalhando por algo.
A busca pela realização do sonho, porém pode carregar consigo uma carga muito grande para quem esta a nossa volta. Tanto financeira quanto psicologicamente, os que nos rodeiam podem estar sendo afetados pelo nosso egoísmo. É necessário que nos demos conta disso.
Então como lidar com essa realidade? Desistir para não ferir outrem? Moldar-se às convenções da sociedade? Deixar de querer para não magoar quem nos quer bem?
Todas essas dúvidas nos levam a refletir. Podemos realmente deixar que a razão fale mais alto do que a emoção. Será que  não estaríamos esquartejando nossa felicidade em função de outra? Quem esta muito perto de nós, realmente quer isso? Ou será que há um equilíbrio possível? Deveríamos mudar totalmente nossas estratégias? Será que deveríamos jogar tudo para o alto e recomeçar de outra forma?
Há pessoas que vem com um pacote pronto de “felicidade” ditando o que a sociedade espera de nós para que possamos viver sem conflitos. Nesse processo, voluntário ou involuntariamente, menosprezam nossos sentimentos, ignoram nossa realidade, nos humilham, provocam sentimentos de baixa estima. Literalmente nos deixam no chão. A verdade deles é absoluta? Que mal há em querer ser diferente? Será que temos que ser condenados por quebrar regras? Não podemos ser autênticos?
É nessa hora que sabemos quem realmente nos quer bem. Quem nos admira e nos da valor. Percebemos que essas pessoas mesmo sem saber exatamente o que dizer ou o que fazer, apoiam- nos , estão ao nosso lado. Mesmo quieto, mesmo ás vezes discordando de nossas atitudes, mesmo sem conselho pronto, mesmo sem palavras feitas estudadas pela psicologia para torcer e impressionar.
 São exatamente essas pessoas que merecem de nos todo carinho e  respeito. E por elas, somente por elas, deveríamos pesar os prós e os contras de nossas atitudes, equilibrando os anseios e agir de forma coerente.

KMD

Um comentário:

  1. Parabéns pelo texto. Realmente às vezes nos esquecemos do que é essencial e pagamos um preço caro nos afastando de quem amamos e até de nós mesmos.

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