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Dessa vez não é só blá blá blá

Felipe Neto, famoso principalmente na internet por ser autor de vídeos críticos e sem censura, está sendo alvo de mais uma polêmica. Essa semana ele resolveu criar um protesto contra a cobrança abusiva de impostos no Brasil, em cima de produtos importados. Ele mais uma vez rasga o verbo contra políticos, e dessa vez lançou um protesto sério que já conta com a participação de mais de 144 mil pessoas. O começo da manifestação (pra não perder o costume) foi em seu mais novo vídeo, que inclusive está listado no Youtube como um dos mais populares da semana. Dá só uma olhada na revolta do garoto: A maioria tem achado a iniciativa legal e tudo mais, mas é claro que há quem seja contra. Na verdade não contra a ideia, mas algumas pessoas tem indagado o próprio Felipe Neto, que vende em seu site camisetas temáticas a 40 reais cada. (Não é todo mundo que tem 40 pila pra dar numa camiseta, né?!) Outros criticam o fato de ele estar citando itens que não são de primeira necessidade. Os videogames, ...

Uma trilogia que não sai de moda

Envolvente e cativante são apenas duas entre tantas qualidades que podem definir a trilogia do Poderoso Chefão, dirigido por Francis Ford Coppola, a mais premiada de todos os tempos, que nunca foge das locadores, dos lançamentos e relançamentos em DVD e agora em Blue Ray. Os três filmes são baseados num livro de Mario Puzo, The Goddather , que no Brasil ficou mais conhecido como O Poderoso Chefão , em vez da tradução que quer dizer padrinho. A trilogia começa com a história da mais poderosa família da máfia de Nova Iorque e Nova Jersey, os “Corleone”, que, liderados por Vito Corleone (Marlon Brando), se desentendem com outros clãs, dando início a uma guerra entre os mafiosos. Quando o chefe Colerone fica debilitado, Michael Corleone (Al Pacino), seu filho mais novo, assume o controle. Após o falecimento de seu pai, Michael trama o assassinato dos líderes das principais organizações mafiosas, para que os Corleone voltem a ter o controle do crime organizado. Na sequência,...

Hábito ou prazer?

Falando em “aprender” a ler, a psicóloga Roseli Sayão questionou ontem no caderno Equilíbrio, da Folha de São Paulo, sobre o tal do hábito da leitura. Afinal, queremos que as crianças leiam por prazer ou por costume ? -------------------------------------------------------------------------------- 'Criar o hábito da leitura' já perdeu o sentido. Queremos que as crianças leiam por prazer ou por costume? -------------------------------------------------------------------------------- ROSELY SAYÃO CRIANÇA PODE adorar livros e histórias, desde que os adultos não atrapalhem. E como temos atrapalhado o que poderia ser uma verdadeira paixão pelos livros! Ler é bom, precisamos formar leitores, a vida sem a literatura não teria graça, temos de incentivar o hábito da leitura nas crianças e nos jovens etc. Afirmações como essas brotam da boca de pais e de professores assim, sem mais nem menos. Temos gosto em pegar frases e repeti-las muito, até que elas percam seu sentido, não é verda...

O que seria de nós mulheres sem os homens?

Já imaginaram a vida sem um pai, um irmão, um tio engraçado, um avô que conta histórias, um namorado, um melhor amigo? Qual seria a graça em não discutir pra tirar do jogo de futebol e colocar na novela? Pra quem você se arrumaria, ligaria, por quem você correria e choraria? De quem você ia sentir aquele perfume marcante, aquele beijo inesquecível, aquele abraço que faz você se sentir como uma criança perdida nas nuvens? Ao contrário do que todas nós vivemos dizendo, nós precisamos dos homens sim! Ora, muitas das coisas que fazemos são por eles, são pra eles! Não tem porque negar, precisamos deles tanto quanto eles precisam de nós. Aí vem aquela regrinha básica: é o jeito! É claro que sempre haverá uma briguinha aqui, outra ali, mas isso é o que há de mais normal e há quem diga que uma briguinha é sempre bom. A verdade é que as mulheres sempre vão se encantar pelo jeito dos homens, seja o jeito atrapalhado de cozinhar, o jeito sério como se vestem e agem no trabalho, o je...

Você tem fome de quê?

Todas as pessoas, em sã consciência, ficam indignadas com a fome que assola o mundo e também o Brasil. Estatísticas dão conta de que um terço da população brasileira é mal nutrida, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida. Herbert de Souza, o Betinho, afirmou que “Quando uma pessoa chega a não ter o que comer é porque tudo o mais já lhe foi negado .” É a morte em vida. Instaura-se , dessa forma, uma grande contradição, pois sendo o Brasil o quinto país em extensão territorial com 8,5 milhões de hectares de terras e que produz 70 milhões de toneladas de grãos, é de se escandalizar com o número crescente e gigantesco de miseráveis famintos. Por outro lado, surgem as “fomes” geradas no seio da modernidade, a fome de conhecimento, de carinho, de justiça, de prazer. Esse tipo de fome vem mascarado, por isso é tão perigoso. Não que a carência de alimentos não seja, mas ela está diante dos olhos de todos que veem e enxergam. A fome a que se refere é a que nasce da angústia ...

Há coisas que não se pode esquecer

Há tanto o que se falar sobre literatura... grandes obras, grandes autores, e é nesse mesmo contexto que dedico esse texto ao excelente livro de Kim Edwards, O Guardião de Memórias, essa magnífica obra apesar de se tratar de uma ficção é tão rica em detalhes que é difícil não mergulhar nela e visualizar seus personagens, imaginando se alguma vez tal história realmente não aconteceu. O livro conta sobre a vida do médico, dr. Henry, que após sua esposa dar a luz a gêmeos, um menino saudável e uma menina com Síndrome de Down, resolve entregar a menina a adoção motivado pela dor e sofrimento que guardava do seu passado, mas a ausência da filha cercada de mentiras por ele criadas acabou por destruir sua vida e sua família. A história começa a ser contada no ano de 1964, o desconhecimento e ignorância da doença ainda existia. O livro conta sobre duas famílias paralelas, a de Henry e de Caroline, mãe adotiva de Phoebe: de um lado o desprezo, amargura e vazio de uma vida que a mentira co...

Ao nosso redor

Meu desejo é viajar pelo mundo e conhecer os lugares que marcaram nossa história. Viajaria a Jerusalém, e conheceria o lugar em que Jesus Cristo caminhou para entregar sua vida para salvar a humanidade. Iria ao Iraque e abraçaria os filhos da guerra. Em Boston, sentiria a poder e tensão à procura de soluções. No Haiti, veria nos rostos um pedido de ajuda, sem mais tanta esperança. No Japão sentiria a força de um povo lutando para se reerguer. No Brasil, encontraria a hospitalidade e uma felicidade sem explicação, num povo lutador e amante da vida, nele visitaria as favelas do Rio e veria a esperança começando a brotar, visitaria a escola de Realengo, pararia a sua frente, respiraria fundo tentando entender o inexplicável. Cada rosto, cada sorriso, uma marca, uma lembrança impregnada na nossa mente nos lembrando de onde viemos, quem somos, o que fizemos e o que ainda está nas nossas mãos.